domingo, 14 de abril de 2013

Agrotóxicos ainda em pauta

"Insustentabilidade dos agrotóxicos
O Brasil é o campeão mundial no uso de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Cerca de 20% dos pesticidas fabricados no mundo são
despejados em nosso país. Um bilhão de litros ao ano: 5,2 litros por brasileiro! Ao recorde quantitativo soma-se o drama de autorizarmos o uso das substânci
as mais perigosas, já proibidas na maior parte do mundo por causarem danos sociais, econômicos e ambientais. Pesquisas científicas comprovam os impactos dessas substâncias na vida de trabalhadores rurais, consumidores e demais seres vivos, revelando como desencadeiam doenças como câncer, disfunções neurológicas e má formação fetal, entre outras. 

Aumenta a incidência de câncer em crianças. Segundo a oncologista Silvia Brandalise, diretora do Centro Infantil Boldrini, em Campinas (SP), os pesticidas alteram o DNA e levam à carcinogênese. O poder das transnacionais que produzem
agrotóxicos (uma dúzia delas controla 90% do que é ofertado no mundo) permite que o setor garanta a autorização desses produtos danosos nos países menos desenvolvidos, mesmo já tendo sido proibidos em seus países de origem. As pesquisas para a emissão de autorizações analisam somente os efeitos de cada pesticida isoladamente. Não há estudos que verifiquem a combinação desses venenos que se misturam no ambiente e em nossos organismos ao longo dos anos. 

É insustentável a afirmação de que a produção de alimentos, baseada no uso de agrotóxicos, é mais barata. Ao contrário, os custos sociais e ambientais são incalculáveis. Somente em tratamentos de saúde há estimativas de que, para cada real gasto com a aquisição de pesticidas, o poder público desembolsa R$ 1,28 para os cuidados médicos necessários. 

Essa conta todos nós pagamos sem perceber. O modelo monocultor, baseado em grandes propriedades e na utilização de agroquímicos, não resolveu nem irá resolver a questão da fome mundial (872 milhões de desnutridos, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura - FAO). Esse sistema se perpetua com a expansão das fronteiras de cultivo, já que ignora a importância da biodiversidade para o equilíbrio do solo e do clima, fazendo com que as áreas utilizadas se
degradem ao longo do tempo. Ele cresce enquanto há novas áreas a serem incorporadas, aumentando a destruição ambiental e o êxodo rural. Em um planeta finito, assolado por desequilíbrios crescentes, a terra fértil e saudável é cada vez mais preciosa para garantir a sobrevivência dos bilhões de seres humanos. 

Infelizmente não há meio-termo nesse setor. É impossível garantir a qualidade, a segurança e o volume da produção de alimentos dentro desse modelo degradante. Não há como incentivar o uso correto de pesticidas. Isso não é viável em um país tropical como o Brasil, em que o calor faz roupas e equipamentos de segurança, necessários para as aplicações, virarem uma tortura para os trabalhadores. Há que buscar solução na transição agroecológica, ou seja, na gradual e crescente mudança do sistema atual para um novo modelo baseado no cultivo orgânico, mantendo o equilíbrio do solo e a biodiversidade, e redistribuindo a terra em propriedades menores. 

Isso facilita a rotatividade e o consórcio de culturas, o combate natural às pragas e o resgate das relações entre os seres humanos e a natureza, valorizando o clima e as espécies locais. Existem muitas experiências bem-sucedidas em nosso país e em todo o mundo, que comprovam a viabilidade desse novo modelo. Até em assentamentos da reforma agrária há exemplos de como promover a qualidade de vida, a justiça social e o desenvolvimento sustentável. Para fomentar esse debate, e exigir medidas concretas por parte do poder público, foi criada, em abril de 2011, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Dela participam cerca de 50 organizações, como a Via Campesina, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo (Fetquim).

Confira o site na internet: 
http://www.contraosagrotoxicos.org/. 
Acampanha visa à conquista da verdadeira soberania alimentar, para que o Brasil deixe de ser mero exportador de commodities (com geração de grandes lucros para uma minoria e imensos danos à população) para se tornar um território em que a produção de alimentos se faça com dignidade social e de forma saudável. A outra opção é seguir nos iludindo com os falsos custos dos alimentos, envenenando nossa terra, reduzindo a biodiversidade, promovendo a concentração de renda, a
socialização dos prejuízos e a criação de hospitais especializados no tratamento de câncer, como ocorre em Unaí (MG), onde se multiplicam os casos dessa gravíssima doença, devido ao cultivo tóxico de feijão."


Autor: Frei Betto
Fonte: Correio Braziliense - 12/04/2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

MERCÚRIO


artigo

Consultor ambiental diz que projeto de lei para combater contaminação está parado há 25 anos no Congresso
[O Globo] Um dos grandes desafios contemporâneos é discutir a sinergia entre meio ambiente e saúde pública. A contaminação ambiental afeta seres humanos e animais. Na recente polêmica sobre a qualidade do diesel brasileiro, por exemplo, estudo publicado em 2012 na revista científica “Clinics” indicou que pelo menos 14 mil mortes devem ocorrer no Brasil até 2040 devido à inexistência de um diesel de qualidade. Este número é muitas vezes maior do que o de vítimas de tragédias aéreas, mas nem por isso capaz de mobilizar a opinião pública.
Mas existem muitos outros exemplos. Pesticidas que causam câncer, como chamou atenção Rachel Carson com seu livro “Primavera Silenciosa”, há 50 anos. Hepatite e outras doenças causadas por praias impróprias, alta mortalidade infantil por diarreias decorrentes da falta de saneamento básico, o asbesto cuja proibição depende de decisão do Supremo Tribunal Federal. Enfim, a lista é enorme. Mas há uma notícia boa neste cenário, a ONU, por meio do Pnuma, discute um tratado internacional sobre o mercúrio, a Convenção de Minamata. Uma avaliação do Pnuma de 2013 aponta que fontes antropogênicas respondem por 30% das emissões atmosféricas, o que exige ação incisiva.
O mercúrio é um metal pesado que se acumula na cadeia alimentar, com efeitos perversos à saúde humana, especialmente no desenvolvimento de fetos e crianças pequenas. Independentemente de onde é lançado, ele viaja por longas distâncias através dos oceanos e da atmosfera, chega a ser transportado de um continente a outro. Quando inalado na forma de vapor, danifica os sistemas imunológico e nervoso central, tireoide, rins, pulmões e olhos. Os sintomas incluem tremores, insônia, perda de memória, dores de cabeça, disfunção motora, distúrbios neurológicos e comportamentais. O caso mais emblemático é o da Baía de Minamata, no Japão, quando a contaminação por mercúrio chamou a atenção do mundo.
A exposição pode se dar através da ingestão de peixes, vegetais, passando pelo uso de alguns tipos cosméticos e produtos de higiene pessoal. Lâmpadas fluorescentes, tintas, baterias e termômetros, todos contêm mercúrio. Além disso, ele é utilizado como amálgama por dentistas e em processos industriais. Estamos diante de um problema que exige uma dramática intervenção do poder público, setor empresarial, sociedade civil e Academia.
No Brasil, o assunto tem sido negligenciado, a despeito dos riscos para as populações ribeirinhas da Amazônia em função da ampla utilização do produto nas atividades de garimpo lá realizadas. Estudo do prestigiado Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia indicou que os ribeirinhos do Rio Negro estão expostos ao mercúrio num nível superior ao tolerável pelo organismo humano.
No Congresso Nacional, inacreditavelmente, tramita há 25 anos o projeto de Lei n.º740/1988 que trata do controle do uso, da comercialização e da importação do mercúrio e cianeto em processos de extração de ouro, fundamentando-se nos prejuízos que estes causam à saúde humana, ao meio ambiente e à economia.
E os riscos no Brasil não se restringem à Amazônia. Em 2007, a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP publicou estudo indicando que cerca de 50% do cação disponível comercialmente excede o nível de mercúrio permitido pela legislação brasileira. O que buscamos demonstrar é que a contaminação por mercúrio está no nosso cotidiano. Basta lembrar que o cação é muito utilizado para se fazer ceviche, hoje um dos pratos da culinária peruana mais apreciados e constante no cardápio de muitos restaurantes.
No Brasil, é preciso estabelecer programas de monitoramento do mercúrio nos alimentos e no abastecimento de água. E aprovar a lei que propõe o controle do uso, comercialização e importação do mercúrio em processos de extração de ouro, lembrando que as maiores vítimas são os garimpeiros. No plano internacional, a Convenção de Minamata sobre Mercúrio chega em bom momento e representa um passo importante na construção de uma cidadania planetária. Somos responsáveis pela nossa saúde e a da natureza.
Fabio Feldmann é consultor ambiental
Artigo originalmente publicado em O Globo e socializado pelo Jornal da Ciência / SBPC, JC e-mail 4674.
EcoDebate, 01/03/2013
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

QUEIJO BOURSIN

QUEIJO BOURSIN

Ingredientes:
2 litros de leite orgânico integral sem ferver
meio copo de yogurte
Yogurteira ou uma panela (ou uma vasilha plástica com tampa).


Coloque o leite sem ferver na yogurteira, juntamente com meio copo de yogurte natural, misture bem, ligue a yogurteira e deixe ficar pelo menos 24 horas.
Depois das 24 horas, deixe na própria vasilha, mais 24 horas na geladeira.


PARA FAZER COM A PANELA OU VASILHA PLÁSTICA - 
Coloque o leite sem ferver na PANELA OU VASILHA, juntamente com meio copo de yogurte natural, misture bem, deixe num lugar mais aquecido, se puder cubra com um cobertor pequeno, e  pelo menos 24 horas ou mais.
Depois das 24 horas, deixe na própria vasilha, mais 24 horas na geladeira.



O leite com o yogurte, virou uma coalhada síria (NÃO COLOQUE NADA ALÉM DO LEITE E DO YOGURTE).

 Ele ficará com a consistência abaixo.

Tire um pouco e guarde para fazer a próxima coalhada e tampe bem, deixando na geladeira.

Para facilitar, peque uma forma de queijo minas, se não tiver, pode ser uma peneira.

 Use um saquinho próprio, se não tiver, use um tecido tipo voal limpo que será usado apenas para isso.



Transfira a coalhada para esse saquinho e deixe dessorar. Costumo deixar dentro da geladeira uns 2 ou 3 dias, até ficar bem sequinha.

 Observe abaixo, a medida em que vai passando as horas e os dias, ela vai ficando mais sequinha




O soro que vai saindo, vou eliminando jogando-o fora.

Aqui a massa da coalhada já está bem sequinha.

Vou tirar e guardar num vasilhame tampado e, guardar para diversos usos.








MANTEIGA CASEIRA ORGÂNICA



MANTEIGA CASEIRA ORGÂNICA


Ingredientes: 
creme de leite fresco;
sal a gosto



Coloco o creme de leite fresco gelado na batedeira (pode ser qualquer batedeira), o sal (usei uma colher de café) e bato em baixa velocidade.


Após 1 minuto mais ou menos, o creme estará querendo ficar cremoso

 Não pare de bater,

continue batendo

a consistência vai mudando de líquida para cremosa


  Cera de 2 a 3 minutos, o creme de leite estará com a consistência abaixo,

A medida em que vai batendo, ele vai engrossando (ficando mais cremoso)

 No ponto abaixo, temos uma manteiga mais leve (pois ela estará com todo o soro ainda e esse soro não precisará ser retirado), prove e veja se gosta. Nessa altura, ela é boa para misturar com temperos, alho, cebolinha verde, o que for de seu gosto e usar


 Abaixo continuei batendo, a manteiga começou a ficar bem mais cremosa e amarelinha,



 repare que o soro começou a sair

O soro já começou a aparecer no fundo do vasilhame. Escorra o soro  e jogue fora.






Bato mais um pouco e mais um pouquinho de soro. Dispenso o soro e dou mais uma batidinha final, para encorporar bem a manteiga, provo o sal, se necessário, coloco mais uma pitada


Prontinho, é só colocar no potinho.
O tempo total para fazer a manteiga varia de 3 a 5 minutos. Geralmente faço em 3 minutos. Uso a batedeira na velocidade baixa, para não sair jogando creme de leite pela cozinha toda.


O sabor da manteiga caseira e ainda por cima orgânica, não tem comparação, é uma delicia. Experimente.





domingo, 3 de fevereiro de 2013

Agrotóxicos e a Saúde





PESQUISADORES INVESTIGAM A RELAÇÃO

ENTRE O AGROTÓXICO E A SAÚDE



Objetivo é descobrir a incidência de casos de câncer na Chapada do Apodi.
Cientistas alertam sobre os riscos dos produtos para a saúde.

Do Globo Rural
1 comentário
Os agrotóxicos fazem parte hoje do pacote tecnológico usado na maioria das propriedades rurais brasileiras. Com o crescimento da agricultura, na última década, a venda destes produtos no país cresceu 190%, situação que vem preocupando os profissionais da saúde.
A Abrasco, Associação Brasileira de Saúde Coletiva, publicou um dossiê que reúne os resultados de diversas pesquisas feitas em diversas regiões do Brasil avaliando os efeitos dos agrotóxicos sobre o meio ambiente e a saúde das pessoas.
"Nós identificamos agrotóxico em leite materno, em água de chuva, nas urinas dos professores das escolas rurais. De um modo geral, em torno de 30% dos alimentos que o brasileiro consome não estão adequados para consumo humano", explica o biólogo Fernando Carneiro, professor de saúde coletiva da Universidade de Brasília e membro da Abrasco, que reuniu as informações do dossiê.
O dossiê aponta que 14 agrotóxicos vendidos no Brasil já estão proibidos em outros países porque são suspeitos de causar danos neurológicos, mutação de gens e câncer.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e conheça uma das pesquisas que fazem parte do dossiê, um trabalho que relaciona o uso de agrotóxicos com a contaminação da água e o aumento do número de casos de câncer realizado na Chapada do Apodi, Ceará.


http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-rural/v/pesquisadores-investigam-a-relacao-entre-os-agrotoxicos-e-a-saude-no-ceara/2382755/


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sábado, 12 de janeiro de 2013

Outra forma de cultivo 2

CULTIVANDO A GRAMA DO TRIGO COM SEMENTE ORGÂNICA 

 Peguei cerca de 250 gramas de trigo em grão
Deixei de molho em água limpa, trocando a cada 12 horas
As primeiras 12 horas
O trigo germinado com 36 horas

Com 48 horas

Depois das 48 horas com o trigo já germinado, plantei em potes plásticos









Repare que cada potinho tem 2 potes.:
o 1º é furado para passar a água da rega e, o  segundo não é furado, ele retem a água(não deixa sujar a sua cozinha) e, em época de seca, ele mantem uma pequena umidade na planta.



















O primeiro corte do trigo

Abaixo, o segundo pote já crescendo o trigo depois do primeiro corte
Abaixo 4 cortes em dias diferentes.
Lembrando que plantando com um pouco mais de terra, dá para dar até 3 cortes, desde que deixe pelo menos uns 2 dedos do capim, ele volta a crescer novamente.


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